Humor barato novembro 11, 2008
Posted by Teacher Rê in Dez Abafos.add a comment
Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão…
(VAPOR BARATO, Waly Salomão & e Jards Macalé)
Oh, sim…eu estou tão cansada…sim…eu estou beeeeeeeeeem cansada…sim…eu tô de saco cheio!!! Eu estou naquele momento em que se quer mesmo é desistir, jogar tudo pro alto, chutar o pau da barraca, chutar o balde, ligar o botão do foda-se…whatever…alguém pode desligar o ano que eu já quero descer???
As coisas que não existem novembro 9, 2008
Posted by Teacher Rê in Feeling.Tags: conhecer, descobrir, saudade
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Um sentimento recorrente em meus perfis, em meus desabafos e até mesmo em meus posts é essa tal saudade de algo que ainda não conheço. Parece ilógico (e essa a intenção) mas ao mesmo tempo me surge o pensamento: e se esse algo que ainda não conheço, não tiver ainda sido inventado? É mais ilógico ainda, mas transforma a saudade que era doce e singela, em agoniante.
E se o amigo que não conheço, não tiver ainda sido concebido? E se o livro que não li, não tiver ainda sido escrito? Se o lugar que não fui, não tiver ainda sido construído, inaugurado, visitado? E se objeto que resolveriam todos os meus problemas não tiver ainda sido criado? E se o cheiro que não senti não tiver ainda sido exalado? E se o sentimento que ansio tanto, não tiver sido ainda nomeado?
O que seria de mim se já conhecesse tudo o preciso conhecer? Que paz entediante me visitaria se eu não tiver o que ansiar. A inquietude não apenas me guia, ela também me diverte e até mesmo me acalma. Sem ela, eu teria perdido a parca esperança, o tolo esperar pelo talvez que parece se prolongar cada vez mais. Sinto cada vez mais sede de mundo, sede de vida, sede de conhecer. Sou o ser mais curioso que conheço e sinto muito por quem não é. O que seria do mundo se não fosse a necessidade de descobrir? O que seria do mundo sem as coisas que ainda não foram vistas e até mesmo sem aquelas que ainda não foram inventadas? Sinto que seria tudo tão pior que prefiro esquecer e me concentrar em imaginar o que ainda não vi…
Só por hoje novembro 7, 2008
Posted by Teacher Rê in Writing.Tags: auto-piedade, hoje, humanidade, morte
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Por simples exclusão de partes, não poderia ser a morte quem dela precisamente havia sido vítima,
(…)
Era evidente que a morte não arredará pé do seu compromisso com a humanidade.
(Intermitências da Morte, José Saramago)
Clara ouviu em uma sessão de análise que precisamos viver um dia de cada vez, mas infelizmente ela não conseguiu entender muito bem a teoria do “Só por hoje”. Desde aquele dia, ela começou a se perdoar mais, entendeu que só por hoje, ela iria abusar das coisas que tinha direito. Só por hoje, ela iria se divertir de verdade . Só por hoje, ela iria experimentar aquele lance novo que a galera da faculdade vivia falando. Só por hoje, ela iria se permitir chegar atrasada. Só por hoje, ela não iria se culpar por ter esquecido de tomar suas vitaminas. Só por hoje, ela não iria pedir perdão pelo seu prazer. Só por hoje, ela não iria levar desaforo para casa. Só por hoje, iria dirigir depois do coquetel da empresa. Só por hoje, iria ceder aos encantos de Mário, o namorado de sua melhor amiga e também só por hoje, não iria com ela dividir um segredo…
De quantos “SÓ POR HOJEs” vivemos? Quantos “SÓ POR HOJEs” são necessários para construir uma personalidade? Quantas vezes nós diremos “SÓ POR HOJE” antes de destruir uma amizade, antes de acabar com auto-respeito, antes de perdermos a si mesmo? Vivemos cercados de auto-indulgência e isso me incomoda. Me incomoda por as vezes também ser assim e por reconhecer essa técnica de pseudo-libertação em todos ao meu redor. Me incomoda que as pessoas sejam tão extremamente egoístas a ponto de aprender a se perdoar até mesmo antes de magoar os outros…elas sabem que mais cedo ou mais tarde o farão mesmo. Me incomoda a falta de cuidado com o ser humano, a falta de respeito por quem está na fila, a necessidade de avançar no transito apenas para mostrar quem pode mais, a crueza com que muitos tratam os que os servem, a sensação de que mesmo nas pequenas coisas, muitos precisam demonstrar o quão melhores são, e não pela necessidade de se sentir melhor, mas principalmente pelo prazer de ver o outro se sentir mal. O que mais me incomoda é a dúvida de que morte teremos se nos permitimos viver assim…
Post Inicial novembro 5, 2008
Posted by Teacher Rê in Feeling.Tags: 30, livros, vida
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O que é um post inicial ? Uma estréia? Uma abertura? Uma inauguração? Para mim, é apenas um começo, o primeiro post antes do segundo, assim como o primeiro passo, que é facilmente esquecido mas que sem o qual não teríamos percorrido o caminho. Logo, logo, não lembrarei que dia o blog começou nem tampouco o que eu disse e isso provavelmente não importará. Estaria eu menosprezando esse post ou apenas livrando-lhe da responsabilidade de definir o futuro desse blog? Vou pela segunda opção, a que me desenha como uma pessoa melhor e também porque acredito na continuidade.
Post introduzido, devo então discorrer sobre a idéia do blog? É…é…mas…qual é a idéia do blog? Um motivo para escrever? Uma forma de conhecer pessoas? Uma forma de conhecer a mim mesma? Ops…essas não seriam a idéia do blog, seriam no máximo as motivações para fazê-lo e mesmo assim não sei qual delas está certa, o fato é que sinto que quero fazê-lo. Portanto, se não sei o motivo para começar, muito menos sei a idéia, o mote, a categoria desse lugar. O tempo, como tudo, se encarregará do rótulo, assim como da data de validade também.
E o título? Nada mais é que um trocadilho infame e mesmo achando que todos os trocadilhos são infames eu nunca consigo resistir a eles. Rê volta dos 30, volto porque passei voando por lá, mal cheguei, já estou saindo, já sou quase 31! Estou de volta porque na verdade, vi que essa estória de ser séria não deu certo pra mim. Além disso, penso também que os 30 já chegaram para mim, mas acho que eu nunca cheguei até eles… Não tive nenhum rito de passagem, não tive crise de identidade, não tive uma vontade enorme de fazer uma plástica, nem comecei a usar o Renew lacrado que minha mãe me deu, não escrevi um e-mail enorme reavaliando a minha vida, não mudei a cor ou o corte do cabelo…nada disso. Idade é realmente relativo e eu ainda me vejo como a menina da mamãe, que quer mimos, que adora brinquedos e cores, que gosta do cheiro dos livros, que adora ganhar presentes, que sente inveja do coleguinha, que bate o pé quando quer algo que não tem e que não aceita sentir dor…é essa sou eu…a menina tentando não crescer…e conseguindo!!!